Hei de seguir
galgando as encostas
da desilusão,
rabiscando as folhas da recordação.
Hei de seguir
corrigindo o rumo
desse descaminho,
enxugando o pranto
por seguir sozinho.
Hei de seguir
fechando os olhos
da intranquilidade,
resoluto e indefesso
esboçando meus sonhos
nas paredes frias
da realidade.
Claudio/1993

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