Que sangrem das mãos
palavras como sons
leves como plumas.
Que se ilimitem
dentro dos nossos próprios limites.
Que extravasem a força que nasce
com a luz da manhã
e traduzam o voo
da mente mais louca
até a mais sã.
Que sangre de meu ser
transbordando em meus olhos,
percorrendo meu rosto
o que se chama dor.
Não quero o íntimo da pedras
nem a proteção das muralhas.
Que me afogue a fonte
e se mostre à fronte
todo meu eu.
Claudio Correia
01/84

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