Gostaria de te dar um beijinho na boca,
com exatidão e gulodice
e comer-lhe a boca
e comer os beijinhos
que tivessem lá escondidos
e encostar-me ao seu ombro
e escorregar para a ternura
dos pombinhos,
dos carinhos, das carícias,
do prazer e do gozo,
e pedir desculpas
e a desculpa ser pretexto
para começar tudo
muitas e muitas vezes.
Cláudio Correia
março/98
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