Da busca de meu espaço
veio esse vagar sem fim.
Há tanto vou que já não sei mais
porque parto tanto assim.
Sei que existem muitos braços
mas quanto mais me dou aos passos
mais longe ficam de mim.
As despedidas foram muitas
e ainda há que eu não queira,
pois mesmo tantas sendo
cada uma dói como a primeira.
Sigo assim por tanta estrada
que às vezes vai dar em nada,
só solidão,pó, poeira.
O encanto é momentâneo
para quem vive indo e vindo.
Ao chegar se esconde o pranto
só é difícil ir sorrindo,
mas existe sempre o desejo
de que não seja sempre sonho
o vagar que seja findo.
Claudio Correia
06/85

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