Revirando as folhas
vai o vento
e bem além dos passos
vou atento,
como quem não quer
morrer momento,
da noite no dia
amanhecer
querendo ver quem vai
deter no peito o tormento.
Pelos espaços
do vagar à toa
eu solto a ave
que em mim voa,
como quem quer deixar a dor,
louco por saber do vento
quem vai impedir o tempo
de revirar o amor.
Claudio Correia
10/84
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