Sabíamos de nós
sabíamos de sóis
luas e ruas,
cidades nuas.
Sabíamos de encontros
sabíamos de encantos
dos desejos e seus portos.
Sabíamos do amor
da paixão e do calor
no íntimos dos corpos.
Sabíamos de quartos
crescentes e minguantes.
Sabíamos de gestos
simples e insinuantes.
Sabíamos do tempo
mas o tempo no fundo
não nos soube assim
e soubemos do fim.
Cláudio Correia
1987
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