De mim

Tudo o que vôa de mim
não foge,
apenas  passeia
e volta,
como se fosse aqui que o dia clareia.

Tudo o que transborda de mim
não afoga,
apenas evapora
e chove,
como se fosse aqui que a vida flora.

Tudo o que sôa de mim
não grita,
apenas canta
e ecôa,
como se fosse aqui
que o amor se planta.

Tudo o que vaga de mim
não se perde,
apenas transgride
e encanta,
como se fosse aqui
que a poesia reside.

--
Claudio Correia
(18/10/84)




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